FREQUÊNCIA MENTAL: ATIVA 4.0

Furacão

Um poço de confusão
Misturado com pitadas de ilusão
É o que define esta escuridão
Numa via na contra-mão

Pensar eu não sei mais não
Vou em busca de uma solução
Mas ela se distancia a cada a cada desilusão
Deixando claro que aqui dá mais não

Digo aqui de antemão
Que eu já estou sem chão
Sem rumo girando como um pião

Deitado aqui em meu colchão
Com os dedos nas cordas do violão
Toco mais uma vez aquela canção

E am

Ontem não teve presente
Teve presença
Pode ter parecido ser um pouco ausente
Mas era apenas desconforto
Não por estar contigo
Muito pelo contrário
Mas estes motivos deixemos para lá
Apesar disso tudo, saiba do meu gostar
Se não te presenteei, só teve um único motivo
Não querer te dar algo apenas por dar
Prefiro esperar e dar algo a qualquer momento
Sabendo que irás gostar
Acho que me entendes
Beijo
Amo

Intervenção


Preciso por graxa nas engrenagens
Que a máquina esta entrando em colapso
Todos os setores precisam de ajustes
O recursos humanos está com ar-condicionado congelando
A contabilidade estagnada
As instalações inadequadas
A tecnologia da informação em gambiarras
A telecomunicação é uma piada
Desse modo a assessoria de comunicação fica calada
O 5s sempre iniciado mas nunca deu em nada
O gestor também não quer fazer mais nada
A perspectiva de crescimento é inexistente
O planejamento é desejado
Mas nunca alcançado
Ao menos temos musiquinhas durante o expediente
O que pode ser feito para não fechar as portas?
É preciso se mexer
Para poder crescer
So que crescer demanda espaço
Este está em falta
Seria uma boa hora para mudar de sede?
Creio que esta é a hora
O que fazer?
Férias coletiva?
Demissão em massa?
Acho que não é este o caminho
Comecemos expandindo o networking
Vamos criar um novo nome para a empresa?
Que tal uma nova marca?
Dessas que brilham até no escuro
Vamos lá que o caminho é longo
Passos de bebê para iniciar
E logo correndo vamos estar
Vale questionar
Se este algoritmo metafórico funcionará
Ao menos serviu para desabafar

Pulsante Nebulosa

Intensidade é a confusão que mora em meu peito
Ora está controlada,  ora alucinada
Sabe o fio que embolou no meio do trabalho?
Confiscado por pensamentos inadequados
Nunca mais se desenrolará
Vamos controlar
Equilibrar
Num constante pulsar
Naquela velocidade angular
Meio devagar
Mas que me permite observar
Sentir, pensar, quantificar
Logo apontar
Pro destino que quero traçar
Vou começar
Espero só parar
Noutra órbita estelar

Quase uma paródia

São 5 horas da manhã
Não vejo ninguém da janela
O sol já vem com toda sua luz
E o passarinho lá em baixo desperta

Os carros e os ônibus já trafegam
Sem saber onde ir
Com seus motoristas ensandecidos
Correndo pra nos perseguir

Vamos logo voltar a dormir
Pois um domingo de preguiça me espera
Sem tretas e afins, apenas ir

U nam vei

Foi num primeiro momento
Que pés  lindos dançaram forró
Mas que tempos distintos
Tropeçaram em momentos tão banais
Deixando o triste tomar conta do todo
E o tempo foi-se necessário

Já num segundo momento
A amizade retomou
Saídas, sorrisos e leveza
Até que o lábio encostou
Assim ficou
Só que mais uma vez o tempo fechou
E afastado ficou
Pra piorar, gestos invisíveis
Vistos tornaram-se horríveis

Um terceiro momento chegou
Mais confuso que o pensamento sobre o tempo
Tão rápido quanto piscar
Há um segundo tempo voltou
Ao menos tentou
Numa noite latina que fracassou
Uma terceira mágoa se formou

Tentado contornar tudo isso foi
Só que em momentos conturbados
Ambos se chocam por todos os lados
Neste momento o afastamento fora repensado
Restando a dor e saudade mútua
Apenas daquelas boas lembranças
Pois o cheiro e o toque permanecem
Aqui dentro para sempre

Espero que um dia compreendas
Desculpe-me por causar tanta dor
Pensando em você cá estou
Cuidando ou tentando
Isso sempre te errou