FREQUÊNCIA MENTAL: ATIVA 4.0

Boiei

quando o vento parou eu soprei
não adiantou, pois estanquei
tentei remar e fracassei
a deriva eu fiquei

dias de sol enfrentei
por tempestades eu passei
a fome eu aguentei
parado lá me encostei

na calmaria cheguei
até quando, não sei
boiando permanecerei

observando sempre estarei
com a lua e a estrelinha continuarei
depois de muitas lutas, acho que mudei

Esquece e vem

Se falo de beleza solto um palavrão 
Pois é tanta que derrete um bestão
Sei que sou difícil e peculiar
E acabo errando tentando acertar

Outras vezes eu decidi me esconder
Mas o pensamento sempre buscou você 
Fiquei distante e assim comecei a sofrer
A noite olhava pro lado e não via você

Magoei, eu sei
Busquei, conversei
O gostar nunca cessou
E com paciência você ensinou

Será que és mesmo minha tampa da panela? 

Até um tempo acho que duvidei
Mas os dias foram passando e relaxei
De algumas formas você me complementa
De outras a gente vai e tenta

Na construção que fora parada
Os trabalhadores retornaram
Mais tijolos foram adicionados
Nesta muralha inacabada

No momento

Deram um tiro
A bala chegou ao seu destino
E eu não vi
Apenas ouvi
Me perdi
Pois o espaço tempo
Não condiz 
Tentei achar o horizonte
Mas só achei o de eventos

Desconhecidamente
Um limbo errante
Logicamente
Um ser pensante

Buscando a perfeição
Longe de alcançar a exatidão
Encontro a desilusão
Fracassos constantes na imensidão

Eu só pensei... 
Que um dia eu seria o rei 
E uns tapas eu levei
Logo desesperancei

Mundos de moinhos e caminhos
Cruzadas que cessaram
Solidões que ficaram
Labirintos consolidados
Amores apreendidos e não vingados

Coroa da grande Bruxa

Hoje tive a grata surpresa de um poema meu ser resgatado lá do fundo de 2021, me deixou feliz! 


Coroa da grande bruxa


Aperna ergueu

A bota mostrou

Uma série seguiu

Desejo que ficou


A pele que nunca senti

O beijo que ainda não dei

Nao sei como ainda não te conheci

Mesmo assim te chamei


Será que há química?

Havendo passa-se à física 

Completando o estudo da geometria


Se vens eu não sei

Quero acreditar no que busquei

Só sei que de tentar não morrerei