Embriagado com o som doce
que escuto do elefante
Passando a brincar de bambolê
Com os anéis de Saturno na cintura
Deixando-me estonteante
Não preciso me entorpecer
Quando o que eu quero ver
Grita e me empurra
Sussurra em minha cara
Manda beijo e vai embora
Sem os anéis ficaram os gazes
Em Mimas há conquistas
Encélado quase virei budista
Assim como Titã me fecho
Diferente do artista
O mesmo elefante tornou a me procurar
E um refrigerante fomos tomar
Naquele instante tentei desabafar
Mas não era hora de falar
Então o guardei na estante
Nele estou a soprar
Um ré vou encontrar
Que rima devo procurar
Aquela branca que aquece
Abraça, acalanta e rejuvenesce