FREQUÊNCIA MENTAL: ATIVA 4.0

Já fui coadjuvante

Sou uma busca incessante
Almejando a perfeição
Mesmo que não alcançando
Esta é minha canção

Delicadeza bruta
Calmamente agitada
Equilibrada com paradas
E rotinas quebradas

O cheiro e o visual
São tão importantes
Quanto o vento no litoral

Os olhares e desejos rebuscados
Não são só meros coadjuvantes
Mas dignos de verdadeiros amantes

Trying to set the heart controls

Quadrado escuro suspenso no ar
Sobrancelhas a pulsar
Mais uma noite a pensar
Quanto devo aguentar?

Fico a me perguntar
Onde está a leveza de querer estar
O olhar para um simples pedaço de papel
Que faz o coração acelerar

Consideração pouca há
O companheirismo melhor nem falar
A paciência acabou de acabar
Cansei de esperar

Quero voar
Sem incomodar
Você não vai mudar
Não quero te mudar
Melhor deixar pra lá?
Ou gritar?

O despertar

Hoje me emocionei
Mas por ora me controlei
Quando a vi brincar
Solitária e calma
Tentando se enturmar
Com quem não dava bola
Lembrei do passado
Isolado de maneira alta
Inventava brincadeiras
Muitas delas brincadas por dentro
Desajeitado com o outro
Foi preciso mudanças
Para o equilíbrio achar
Ou pelo menos visualizar
Foi como olhar para trás
E ver que o filme se repete
Mas este seguirá um caminho diferente
Lutarei por isso
Só preciso antes parar
Organizando o meu pensar
Deixe estar...

Caetaneando-me

Bem como o yin-yang
Ora tempestade
Ora calmaria
Vambora pra Bahia

Em um momento estável
Cansado de tomar na cara
Procurando o inefável
Achei aquilo odara

Transformado em algo diferente
Distante daquela viela
Mais para avenida do centro
Segura, imponente e bela

Mudança de pensar
Não estou mais no mesmo lugar
Venho aqui me queixar
Do eclipse oculto no ar

Pequenas lembranças noturnas aleatórias de uma infância feliz

Lembro-me quando era criança pequena lá em Arapiraca e sextas à noite meus pais colocavam discos do Belchior e Alceu Valença na vitrola enquanto tomavam cerveja e jogavam buraco, ficava observando o jogo atentamente e escutando aquelas músicas que me embalavam;
Lembro-me do cheiro e do gosto da hora do lanche no colégio, abria minha lancheira branca da Mônica e tinha suco de uva com cream cracker com margarina, forrava a toalhinha que outrora tinha sido um babador e fora cortado pra virar a toalhinha;
Lembro-me da ausência de amigos, das brincadeiras solitárias e da minha dispersão no colégio, que era gritante;
Lembro-me que eu odiava fazer cópia de texto e caligrafia, isso me gerou muitas broncas;
Lembro-me que nos meus aniversários, dias antes minhas tias iam lá pra casa ajudar a fazer os docinhos e salgadinhos, isso era tão legal quanto a festa, pois mudava completamente a minha rotina;
Lembro-me no enterro da minha bisavó, que foi de madrugada, eu via no cemitério umas luzinhas pequenas que piscavam e eu perguntei a minha mãe se eram almas, ela respondeu rindo, que eram vagalumes;
Lembro-me que na casa da minha vó tinha uma porta no móvel da sala onde ficavam os meus brinquedos e na última porta ficava minha almofada, que eu colocava no chão pra ver a novela com minha avó e minhas tias, época em que nas casas só havia uma televisão;
Lembro-me que adorava ir pra Palmeira, pois lá tinha meu primo que era quase da minha idade (dois anos mais velho), era uma das poucas crianças que eu tinha mais contato e nessas idas sempre tinham os adultos tomando cerveja e escutando Altemar Dutra e Nelson Gonçalves, fora aquela mesa redonda que o centro girava e eu achava o máximo;
Lembro-me das inúmeras brincadeiras de escritório na boutique da minha avó, usando os materiais de escritório da loja dela;
Lembro-me que toda oportunidade que eu tinha eu vinha pra Maceió com meus avós, e parecia que quando eu colocava o pé na cidade todas as gripe ou resfriados que eu tava, haviam se extinguido;
Lembro-me que minha tia sempre me segurava sentado no parapeito da varanda, e assim eu conseguia ver tudo lá em baixo;
Lembro-me que em noventa e três após um telefonema minha mãe me disse que iríamos mudar para João Pessoa, perguntando o que eu achava, eu respondi com duas perguntas e uma cara feliz: Lá tem praia? Lá tem shopping?
Lembro-me de entrar com meus pais em uma cabine na Cia telefônica de João Pessoa, para telefonar pros meus avós e mandar notícias, pois naquela época não tínhamos telefone;
Lembro-me que sempre viajavamos  à noite e painho gravava as seleções musicais dele em fitas pra escutarmos, nisso conheci legião urbana, Cazuza, enigma, Enya, fora aquela viagem pra Fortaleza que passamos 12 horas dentro do carro escutando Asa de Águia e Mastruz com Leite, gosto até hoje;
Lembro-me que em Fortaleza na sétima série estudava no melhor colégio da cidade e fazia aulas particulares pra conseguir acompanhar a turma, um determinado dia eu acordei mais pra lá do que pra cá, uma estafa mental galopante, eu vestindo a roupa pra ir à aula de reforço, contando os anos que faltavam pra parar de estudar e milagrosamente a professora ligou desmarcando porque estava doente, como eu fiquei feliz pelo descanso repentino... Hoje com trinta e quatro, vejo que ainda não estudei nem metade do que eu quero.

Reflexões da vida na privada

Reflexão 1)
Quando eu era criança meu avô comprou um apartamento no bairro Pinheiro, lá passava um ônibus chamado "Sanatório" e eu me acabava de rir ao ver o ônibus, pois nunca tinha visto essa palavra e parecia muito com sanitário.... kkk eu besta desde mil novecentos e antigamente.

Reflexão 2)
Tava lembrando aqui da musiquinha de pular corda: "Um homem bateu em minha porta e eu abri, senhoras e senhores ponha as mãos no chão", seria isso um assalto? Fica aí o questionamento!

Sendo assim...

Foi assim
Sem querer querendo
Que tudo começou
E foi assim
Sem querer querendo
Que tudo infelizmente terminou.
Olhei para a lua e a estrelinha que sempre estava ao lado
Elas sempre estiveram lá e eu esqueci de olhar
Venho aqui me desculpar
Prometo que irei me recuperar.

Meu Ar

Pensativo num lugar
Milhões de ideias à implantar
Gostaria de um braço para me ajudar
Mas só consigo me descepcionar

Preciso voltar a brilhar
Onde foram parar
Os loucos diamantes que giravam ao luar
Junto com os sorrisos também devem estar

Fico a me perguntar
Este caminho dará em algum lugar
Ou com a cara na parede vou ficar

Mais uma vez o que me resta é esperar
Vou é parar de pensar
É muito difícil pra você me amar?

Introspecção de passado presente e futuro

E você se vê, naquela plataforma rígida pensando
Aí você pula
Aqueles segundos caindo
Tornam-se uma eternidade
Infinidade de pensamentos
Certos e ou errados
Jamais pensados
Postos lado a lado
No espaço tempo que não acaba
Joguei-me
O que mais resta?
É só o que se passa
Tudo
Ou nada
Perdido em loucas mancadas
Que poderiam ser certas
Mas também podem ser erradas

Sem chão

Nova rotina
Mesmos problemas
Um novo que já parece velho
O desejo de não mais
Completamente sem chão
Não sei mais o que fazer
Terá chegado o fim?
Não fui, mas a sensação é de traição
Quem mais queria ao meu lado
Não me respeita nem reconhece seus erros
O time, a parceria parece inexistente
A balança só pende para um lado
E nunca fica equilibrada
Perguntas sem respostas
Esperas infindáveis
Não aguento mais
Olha o que fiz da minha vida
Dependência completa do outro
E me vejo só
Amigos foram afastados
A família sempre lá
Mas para esses assuntos
Melhor nem contar
Mais uma vez
Só quero chorar

Acalanto de clarear

Eu notei que querias um colo
E você deitou em meus braços
Que sensação gostosa de completar
E você me olhar

Paramos uns segundos a nos olhar
Mais pareciam horas
Por um instante pensei que podia me comunicar
Sem uma palavra trocar

Foi assim que pude visualizar
Todo um futuro no ar
Vindo me abraçar
Feliz por assim estar

Foi passou

Como é bom você notar que algo passou
Que o que magoou já não existe mais
E que aquela antiga canção outrora esquecida
Já pode ser ouvida novamente

É um novo patamar na escada da vida
Agora bem mais resolvida
Embora ainda resta muito a subir
Ganho novas forças para prosseguir

Por um lado super calmo
Por outro totalmente conturbado
Tentando equilibrar todos os lados

Aquele lá de baixo
Ainda meio desanimado
Avistando algo sempre entusiasmado

Assim sem pensar

Não, como o imaginado
Sim, como o inesperado
Meio que inusitado
Totalmente desgovernado

O equilíbrio de um lado
O total desconhecimento do outro
O começo de um outro novo
O olhar infantil de um velho novo

Pausadamente
Ando lentamente
Seguindo meu subconsciente

Aprendo
Converso novamente
Quando rio seriamente

Questionamentos em MI menor

Tenho algumas perguntas para fazer:
Como faz para se sentir seguro?
Como faz para não deixar a peteca cair?
Como faz para que a sombra não se aproxime?
Como faz para não ficar azul?
Não tenho essas respostas.
O que sei apenas é que:
Não me sinto seguro.
A peteca está pra cair.
Não vejo o sol.
Fiquei azul.
Parece que estou prestes a cair em um penhasco
Estou sendo segurado por apenas uma das mãos
E esta, ora está firme, ora parece que me deixará cair
Larguei minha plantação de unicórnios
Corri feito um louco
Em busca de quê?
Foi vento que encontrei?
Ou um vendaval?
Onde está a árvore com balanço?
O que faço?
Caio?
Espero a muda crescer?
Dou meia volta?
Quem me responde?
Meus leitores fantasmas?
Muitos questionamentos que ficarão sem respostas
Por hora, na dúvida e com ela, vou dormir.

Sonhos loucos nº 2

E para começar o ano, 3 sonhos maluquinhos:

Sonho 1
Sonhei que eu ia num cabeleireiro que ficava num bequinho por trás de uma escola lá em Arapiraca, chamada Bom Conselho. Parecia ser o local que eu cortava geralmente, porém nesse dia específico estava lá um cabeleireiro dos Estados Unidos, parecia uma estrela, mas muito simples.
O sonho não teve nada de mais, mas chamou atenção.

Sonho 2
Estava com uma galera viajando num Buggy, o namorado de uma menina que também estava presente andava com uma bengala, não por precisão, mas porque o tênis dele tinha rodinhas e ele a usava para se apoiar. Outra coisa engraçada era que eu dirigindo o Buggy, algumas vezes queria que o carro andasse e ele ia de ré, e as vezes queria engatar a ré e o carro ia pra frente.

Sonho 3
Eu estava sentado em um skate em um shopping e num impulso muito forte bati de lado na janela de vidro de uma loja quase a quebrando, ai saí de fininho com outro impulso que também me jogou contra outra janela de vidro, depois disso levantei e peguei o skate e saí andando como se nada tivesse acontecido.

Como diz o apresentador: Loucura loucura loucura!