FREQUÊNCIA MENTAL: ATIVA 4.0

Ninho das flores

São olhos que dizem sim
Boca entreaberta que provoca
Aquela vontade que te puxa
Delicadamente apressada
Corpos que se entrelaçam
Contra a parede é prensado
Beijos intermináveis
Fôlego que vai embora
Logo volta querendo mais
Novas e maravilhosas sensações
Mãos que aram a pele
Grito forte e grosso não contido
Dando vazão à esta conexão
Transformando aquele ninho
Numa lagoa de imensidão

Sons lá de fora

Folhas miúdas que caem
Vento solto a driblar
Coqueiros que dançam ao som do mar

Madrugada risonha
Que me fez gargalhar
Já é tarde, amanhã vou me ferrar

Após um dia exato
A noite veio humanizar
Equilibrando meu bagunçar

Mei mundiei

Complexo patamar
Pra onde rumei
Neste já cheguei
Dele eu pulei
Quase me afoguei
Foi quando gritei
Com o tempo acalmei
Do fundo eu escalei
E pro zero eu voltei

Vale lembrar
Que o pensamento eu mudei
O escudo empunhei
Assim andei
Pessoas eu questionei
Outras eu duvidei
Poucas e boas eu passei
Feliz que me reaproximei
Daqueles que sempre gostei
Mais calmo fiquei
E assim seguirei

Nadas que dizem tudo ou não


Passado se foi
Bolhas explodiram
A mente que pousou
Jamais voltou

Pirei na sensação
Descobrir uma nova canção
Gozar pelo ouvido com uma audição
E se a letra for boa vamos à multiplicação

Escorregando por todos os lados
O brilho que fora penerado
Alimenta o sorriso

Da tarde chuvosa o que sobrou deslizou
Ficando o cheiro da terra molhada
Pairando no pensamento do luar

Belchiana 35

Para dias como hoje
Três porções de batata frita
Força e calma ao observar o auge
Daquela tempestade que irrita

Insiste em permanecer
Mas já está por enfraquecer
Cinco minutos é o que resta
E logo começará a festa

Foram trinta e cinco anos vividos
Tempo suficiente para saber
Por onde ir e por onde não ir
E descobrir essa coisa que trago em meu peito

Parafraseando o poeta
Quero uma balada nova
Pois me tornei um cara tão sentimental
E que acho tão bom

Momento insólito

Portas no automático
Viajando sem ir
Vislumbro bestificado
A inércia perante a mim

Sei que o momento é passageiro
Não busco nem acelerar
Vida que segue na ladeira
Só resta a mim apreciar

Preciso recomeçar
Antes me equilibrar
Oba, já sei andar

Logo logo vou caminhar
Só preciso me encontrar
E tudo voltará a sorrir e brilhar

Messier 87

Aquele buraco negro
Que suga até a luz
Nos faz delirar
Capturando o pensar

Matéria, luz, pensar
Se brincar até o sentir levará
Como que faz pra se safar?

Felicidade também não há
Ligamos o piloto automático
E vamos ver onde vai dar

Problemas à identificar
Ajustes a se tomar
Só preciso que o brilho volte
Com aquela vontade de brilhar