Olho para o céu
Chuvas que caem ao léu
Madrugada errante constante
E um céu de diamente
Ora magnífico
Ora iludido
Deveras Silencioso
Sempre cauteloso
Assim também quero ficar
A quem devo perguntar?
O que estou fazendo?
Apenas sendo
Aqui está instalada a expansão de minha mente. Local de armazenamento de pensamentos a longo prazo. Fiquem a vontade para comentar... Puxe uma cadeira e venha aproveitar!
Olho para o céu
Chuvas que caem ao léu
Madrugada errante constante
E um céu de diamente
Ora magnífico
Ora iludido
Deveras Silencioso
Sempre cauteloso
Assim também quero ficar
A quem devo perguntar?
O que estou fazendo?
Apenas sendo
Queria escrever tudo
Sobre nada do que sei
Todas as maluquices
Que durante a vida passei
Tiveram aquelas que amei
Umas que eu detesto
E as que eu só pensei
As cidades que passei
Casas em que vivi
Os lugares onde trabalhei
Tantas pessoas que cruzei
Algumas já foram embora
Outras não podem voltar mais
Queria saber um pouco além
Enxergar com mais facilidade
O palmo que está adiante
E sofrer menos por coisas voláteis
Eram tempos felizes
A alegria vinha com pouco
Hoje a rotina está labirinta
Quanto mais se percorre
Mais perde-se a saída
Amo estar sozinho
Mas a confiança faz falta
E esta não me acompanha
Há bastante tempo
Parece um corredor enorme
Desses de hotel, cheio de portas
Vou abrindo uma a uma
Existem quartos vazios
Quartos apagados
Paredes no lugar de quartos
Quartos que nos despeja
Maçanetas que não abrem
Quartos inacabados
Calados e escuros como a noite
Às vezes consigo até sentar na cama
Mas não deitar
Tudo parece estar no lugar
Só queria descansar
E uma confiança ganhar
Difícil me concentrar
Um abraço viria a calhar
Mas o destino, este está longe de chegar
Ao fundo um trem está a passar
Fecharei a janela para amenizar
Que barulho nesse terceiro andar
Existe tempestade
Assim como saturno
Seis lados tem um hexágono
E o gasoso rico englobou tudo
Super cativante
Assim como exuberante
Silencioso em seu lugar
Sozinho ele está
Lento e rápido ao mesmo tempo
Com amigas que podem envenenar
Ainda assim consegue brilhar
E seu silêncio a recarregar
Posso estar confuso
Falando de um planeta
Ou até mesmo de mim, quiçá
Não vamos embaralhar, ou vamos, sei lá
Cabe a você avaliar
Se for de interesse, pesquisar
Uma sonda pode responder
O que queres perguntar
Em 2022, eu quero estar bem comigo.
Feliz com meu umbigo.
Seria demais um amor tranquilo?
Trabalhar bastante.
Sempre estudante.
Sorrir constante.
Mais militante.
E um país ausente de fascistas,
e milícias.
Se eu tiver pedindo muito,
Contento-me em arrumar
o quarto da bagunça.
Cinco são as linhas
De efeitos errantes
Sumida de minha estante
Busco constante
Cansei neste instante
Cruzada como quatro
Neste ponto
Sei que é amarelo
Doce feito caramelo
Três letrinhas
Palavra pequenininha
Mas bem fortinha
Pode unir duas pessoas
Assim como nações
Um para sempre nos corações
É como num jogo de xadrez
As peças se movem lentamente
Elas têm um peso enorme
Aparentemente não faz sentido
Mas lá na frente tudo é esclarecido
A solidão as vezes é necessária
Mas a esperança nunca é falha
O que queria não foi alcançado
Mas a cabeça está erguida
Logo o desejo de outrora será realizado
Esse logo é relativo
Podendo ser nestante
Como daqui pra mais adiante
Por enquanto não estou sabendo sentir
Enquanto isso vou seguir