Eu queria escrever sem parar
Não me preocupar
Com a métrica da poesia
Apenas desabafar
O que está aqui dentro
É o que eu queria?
Como vou saber
Se nem o que quero sei dizer
Preciso levantar
Crescer e ir para lá
Este rumo vou traçar
Declaro que logo logo
Alguma revolução irá estourar
A emancipação precisa chegar
E um novo município se criar
Altos e baixos irão acontecer
Mas o aprendizado vem pra fortalecer
Alicerçando todo meu ser
Ainda continuo sem saber
Onde está você
Na dúvida, eu dormi
✦
16 de março de 2020
•
P!RACA
Lunáticas Poéticas
A garagem ou caverna
O que sinto aqui dentro
Não sei ao certo
Mas por todo caminho que entro
As coisas não parecem tão perto
Tento caminhar
Tropeço, olho pra trás, mas ninguém viu
Ontem ao luar
Bolei, chorei, será que o coração partiu?
Cansado do tamanho deste fio
Cadeiras não confortam mais
Sinos que badalam em tons desiguais
Fazem revoar todos os pardais
A terça chega, logo não vem a quarta
Rodopiam caminhos em minha frente
O que se diz certo ri alegremente
Que dúvida pesada, a escolha ingrata
Não sei ao certo
Mas por todo caminho que entro
As coisas não parecem tão perto
Tento caminhar
Tropeço, olho pra trás, mas ninguém viu
Ontem ao luar
Bolei, chorei, será que o coração partiu?
Cansado do tamanho deste fio
Cadeiras não confortam mais
Sinos que badalam em tons desiguais
Fazem revoar todos os pardais
A terça chega, logo não vem a quarta
Rodopiam caminhos em minha frente
O que se diz certo ri alegremente
Que dúvida pesada, a escolha ingrata
✦
10 de fevereiro de 2020
•
P!RACA
Lunáticas Poéticas
OK reflexivo
Sentimentos secos
Em meio ao som dos molhados
Relembrando aquele passado
Que não sei se estava lá
Retomando o caminho
Bem de mansinho
Pergunto-me se estou no caminho
Ou se o percorrido fora certinho
Naquele ano eu morri
Nesse eu volto a brilhar
É claro que algumas coisas
Parecem não mudar
Onde está o erro? Será que há?
Se há, vamos tentar mudar
Senão o que resta é o não estar
Ainda não conheço o meu lugar
Em meio ao som dos molhados
Relembrando aquele passado
Que não sei se estava lá
Retomando o caminho
Bem de mansinho
Pergunto-me se estou no caminho
Ou se o percorrido fora certinho
Naquele ano eu morri
Nesse eu volto a brilhar
É claro que algumas coisas
Parecem não mudar
Onde está o erro? Será que há?
Se há, vamos tentar mudar
Senão o que resta é o não estar
Ainda não conheço o meu lugar
✦
27 de novembro de 2019
•
P!RACA
Lunáticas Poéticas
Como é não querer parar?
Hoje amanheceu tão calmo
O vento soprava canções
Lembrei do flutuar
Com você em meus braços
Em meio ao nosso conversar
Foi tudo tão natural
Continua sendo
Sem igual
Sempre crescendo
Mas sem forçar
Assim eu descobri
Como é não querer parar
O vento soprava canções
Lembrei do flutuar
Com você em meus braços
Em meio ao nosso conversar
Foi tudo tão natural
Continua sendo
Sem igual
Sempre crescendo
Mas sem forçar
Assim eu descobri
Como é não querer parar
✦
24 de setembro de 2019
•
P!RACA
Lunáticas Poéticas
Quase a canção da Elis
Foi no momento que o dia escureceu
Quando terminaria foi quando começou
Soube escutar assim também falar
Durante um gostoso caminhar
O vento soprou
E a pluma levitou
Foi tão bom ajudar
Que não queria mais parar
Uma vez Renato falou do medo da escuridão
Isso me lembrou o questionamento da imaginação
E na busca daquele plano seguirei com determinação
Na volta outra canção tocou
Sua letra bem alto cantei
Como se diz quando se está feliz?
Quando terminaria foi quando começou
Soube escutar assim também falar
Durante um gostoso caminhar
O vento soprou
E a pluma levitou
Foi tão bom ajudar
Que não queria mais parar
Uma vez Renato falou do medo da escuridão
Isso me lembrou o questionamento da imaginação
E na busca daquele plano seguirei com determinação
Na volta outra canção tocou
Sua letra bem alto cantei
Como se diz quando se está feliz?
✦
18 de setembro de 2019
•
P!RACA
Lunáticas Poéticas
Pensamento de cor
Verde colorindo com fervor
Traz alegria e suavidade ao meu pensar
Lembra manhãs que chegam com amor
Nos falando sempre para continuar
Esta é a minha cor
Não sei explicar
Também é a do caçador
Que está sempre a observar
Os perfumes de olor superior
As garrafas das cervejas com melhor paladar
Infelizmente meu time não veste esta cor
Mas ela é a representante do tudo equilibrar
Um filtro para este rumor
Onde posso encontrar?
Não sou um bom escritor
Muito menos sei para onde apontar
Traz alegria e suavidade ao meu pensar
Lembra manhãs que chegam com amor
Nos falando sempre para continuar
Esta é a minha cor
Não sei explicar
Também é a do caçador
Que está sempre a observar
Os perfumes de olor superior
As garrafas das cervejas com melhor paladar
Infelizmente meu time não veste esta cor
Mas ela é a representante do tudo equilibrar
Um filtro para este rumor
Onde posso encontrar?
Não sou um bom escritor
Muito menos sei para onde apontar
✦
11 de setembro de 2019
•
P!RACA
Lunáticas Poéticas
Ninho das flores
São olhos que dizem sim
Boca entreaberta que provoca
Aquela vontade que te puxa
Delicadamente apressada
Corpos que se entrelaçam
Contra a parede é prensado
Beijos intermináveis
Fôlego que vai embora
Logo volta querendo mais
Novas e maravilhosas sensações
Mãos que aram a pele
Grito forte e grosso não contido
Dando vazão à esta conexão
Transformando aquele ninho
Numa lagoa de imensidão
Boca entreaberta que provoca
Aquela vontade que te puxa
Delicadamente apressada
Corpos que se entrelaçam
Contra a parede é prensado
Beijos intermináveis
Fôlego que vai embora
Logo volta querendo mais
Novas e maravilhosas sensações
Mãos que aram a pele
Grito forte e grosso não contido
Dando vazão à esta conexão
Transformando aquele ninho
Numa lagoa de imensidão