FREQUÊNCIA MENTAL: ATIVA 4.0

Enfim veio

Uma vida idealizando o querer
Muitos erros, alguns acertos
Mas será que o ideal é o certo?
Percebi que eu não via o perto

Abri os olhos e decidi
Vou deixar me permitir
Pois o pouco que senti
Provei e não vou mentir
Gostei quando ele veio

Uma certa vez
Teve um baile no municipal
Que rumou para um carnaval
E dispararam uma flecha
Pelo visto em cheio
Houve protesto
Mas no fim 
Ele veio

A noite acabaria em pizza
Mas para minha surpresa
Teve forró e cinema
E no meio daquela trilha
Ele veio

Recife tentou atrapalhar
Até tentei sufocar
Mas a vida saiu do lugar
Agora tentando realinhar
Consigo voltar a digitar

Seria uma vitória?
Ou só a Vitório? 

Trilha Sonora

Imagine só... 
Uma música com poder de cura
Fazer refletir, medir e relaxar
Transmitir cheiro e sensações
Te transportar de lugar

Mas não seria uma música
Qualquer uma tem esse poder
Basta sentir e querer
E a mágica irá acontecer

Uma hora estás deitado
Na outra voltaste 20 anos
Tudo exatamente igual
Como era antes

Sensações terapêuticas
As vezes homeopáticas
Que transportam alegria
Ora nostalgia
Impressiona sua maestria
Em bailes de harmonia

Tupã ao marzonense

Esta poesia foi feita especialmente para um concurso da UFRR cujo tema era CORAIS AMAZONENSES. Ela não foi classificada, mas compartilharei aqui apenas para registro da obra e porque, particularmente, eu gostei dela.

Tupã ao marzonense

Casas
Ou condomínios
Bucólicos aquáticos
Que são desconhecidos

Impensável na selva
Incompatível com a mata
Mas de toda forma selvagem
Penso que logo se tornará alvo

Tão belo quanto os outros
Fora descoberto ou invadido?
Da mistura formou-se brasileiro
Vivo e guerreiro feito um Tukano

Sobre o quê estamos falando mesmo?
Vão estudar? Ou só observar?
Algum desequilíbrio virá
Favor, não perturbar!

Marcos Queiroz - 19/09/2024

Momentâneo lapso de lembrança

Queria tanto mas nada cresce
A perda de memória não acontece
Mas o travesseiro abafa e amortece

Tentativa aparece
As vezes tudo bate e até parece
Mas a magia não acontece

Um belo dia o sinal fecha
O cachorro passeia
Sorrisos vão e voltam
E a cara volta a ser besta

Saudades de constelações
Aquelas avistadas outrora
Com tonalidade amarelada
Infelizmente nunca mais visitada

O que fazer?
Para onde ir?
Nao há a opção fugir
Lutar seria uma opção
Mas o presente está ausente

O soldadinho e a joaninha

Colorida e diferente

Seria também sorridente?
Curvas diferentes
Você está contente?

Aparentemente
Tudo tranquilo na mente
Que rompe o som
Com o atraso da gente

Quando toca fica
Se cutuca bate e voa
Sem destino trupica
Onde está esta pessoa?

Nas flores de um dia bonito
Na simplicidade do vento
Com seu rosto sorrindo
Nos galhos em movimento

Virei e olhei

Saudade de usar aquela arma quente
Colocar meus pés no riacho
E ter pouco na mente
Perder o tempo no bolso
Como aquela gente
Que não liga para o cansaço
E dança indolente

A carcaça endureceu
Eclipsou a magia
Inocência se perdeu
E eu não voltei à Bahia

A construção não acabou
Lá ainda não quero estar
Só preciso parar de pensar
Onde que estou

Sonhar dançando
Dançar sonhando
Coisas que vieram
Só a lembrança ficou

Há tanto a se ver seu moço
Mas parado na esquina estou
Esperando o sinal abrir
Como eu não vi

Onde está?

Uma porção de velhos buscando a salvação
Regras e receios com medo de não ter perdão
Uma nação de estrelas com estrias
Que se diz o modelo de ponta e o centro da razão
Mas no fundo só se encherga vazio e ilusão
Cegos se dizem que caminham na direção
Entretanto não sabem quão sós estão

Tanta restrição
Uma vida de insatisfação
Descontadas em algo
Muitas vezes oposto
Que lá trás foi imposto
E se no lugar de reprovar
Conseguisse equilibrar?
Pena que muitos não irão tentar
Difícil mudar
Principalmente quando velho está