FREQUÊNCIA MENTAL: ATIVA 4.0

A praça verde

Certa vez eu estava em um ponto de ônibus na Fernandes Lima, principal e maior avenida daqui de Maceió. Nele encontrei um antigo colega do colégio que não o via há muito tempo, o Perdigão. Por acaso nós dois íamos pegar ônibus para ir ao antigo shopping Iguatemi. Por obra do acaso, pegamos o ônibus errado. Não sei porquê, mas o ônibus Iguatemi 2 não passava no Iguatemi. Quando descobrimos, descemos em um ponto perto da praia da Avenida. Decidimos ir andando até la para pegar outro ônibus. Chegando na orla me deparei com uma enorme praça, bem verde e majestosamente linda, com espelho d'água e tudo, era como se eu conhecesse aquele lugar, mas não sabia onde ficava nem como chegar naquele lugar mas nesse momento consegui encontrar. Olhei para tudo contemplando aquela beleza com aquela sensação de dejavu. Esta praça ficava em frente à um prédio enorme e belíssimo da PGU (Procuradoria Geral da União). Era tão bonito que decidi entrar para vê-lo por dentro também. Era muito amplo, pé direito bastante alto, chão de granito rosado e com uma claraboia no alto. Também tinha um elevador panorâmico de frente pro saguão. Notei que havia uma turma de crianças, dessas turmas de escola em filinha, visitando o local. Nisso lembre o que tinha ido fazer ali e saí para ir ao ponto de ônibus. Chegando lá, notei que ele era muitooo grande, ia de um canto ao outro da praça e por mais bela que a praça fosse, ele parecia bem velho, largado e perigoso. Fiquei esperando e não passou nenhum ônibus. Decidi ir andando para o porto, que ficava mais à frente, e tentar pegar a condução de lá. No porto achei estranho, pois a rua principal era bastante larga e curva, não havia distinção entre o passeio público e a parte onde os carros trafegavam, eram do mesmo nível e material, também passava a linha de trem pelo meio. Os armazéns eram grandes e estavam todos vazios e desertos, exceto um deles, que havia um grupo jogando basquete. Fiquei um tempo observando mas logo saí. Notei um grupo de turistas meio que perdidos como eu. Novamente o ônibus não passava e o porto ficava cada vez mais deserto e aparentemente perigoso. Juntei-me aos turistas e seguimos de volta à praça, mas percebi que não sabia explicar onde ela ficava. Lembrei que ela ficava assim que passava por um viaduto novo e era  logo em seguida à direita, lado oposto à praia. Com essa descrição consegui voltar e ligar, não me pergunte como nem por que não tinha feito isso antes, para meus pais e então puderam vir me buscar, já que o bendito ônibus continuou sem passar. Transportezinho público mais complicado esse do meu sonho.