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9 de novembro de 2020
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P!RACA
Lunáticas Poéticas
O que pensar?
O que sentir?
O que falar?
O que há?
Apenas contei
A gravidade ganhei
A maçã que não beijei
Eclipsou
Me fez pensar
Prós e contras de tentar
O problema foi difícil achar
Não concordei que ele tá lá
Mas não quis contestar
Parece que mais uma vez falhei
E olha que nem tentei
Sempre disse e sempre direi
Einstein estava certo
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3 de novembro de 2020
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P!RACA
Lunáticas Poéticas
Sorria
Lembrando lá de dentro
Quando cerca não havia
Sambe
Equilibrando a energia
Do redor com sua harmonia
Feliz
Perante como estás
Momento que irradia
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6 de outubro de 2020
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P!RACA
Lunáticas Poéticas
Parado observando
Gente sorridente e gritando
Não me parecem confiantes
Demonstram apenas falsidade
Pessoas preocupadas com o umbigo
Que bravejam alegando coisas feias
Mas fazendo o mesmo do outro lado
Se vestem na Marisa e arrotam Prada
Estou cansado de tudo isso
Tempos esquisitos
E não faço ideia em que ponto estou
Como sempre, deslocado
Olho pro espelho e não vejo nada
Onde estão todos?
Na rua, com suas máscaras
A grande ironia é que
Em tempos de pandemia
Esqueceram as de pano
E saíram com as da hipocrisia
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15 de julho de 2020
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P!RACA
Sonhos loucos
Certa vez eu estava em um ponto de ônibus na Fernandes Lima, principal e maior avenida daqui de Maceió. Nele encontrei um antigo colega do colégio que não o via há muito tempo, o Perdigão. Por acaso nós dois íamos pegar ônibus para ir ao antigo shopping Iguatemi. Por obra do acaso, pegamos o ônibus errado. Não sei porquê, mas o ônibus Iguatemi 2 não passava no Iguatemi. Quando descobrimos, descemos em um ponto perto da praia da Avenida. Decidimos ir andando até la para pegar outro ônibus. Chegando na orla me deparei com uma enorme praça, bem verde e majestosamente linda, com espelho d'água e tudo, era como se eu conhecesse aquele lugar, mas não sabia onde ficava nem como chegar naquele lugar mas nesse momento consegui encontrar. Olhei para tudo contemplando aquela beleza com aquela sensação de dejavu. Esta praça ficava em frente à um prédio enorme e belíssimo da PGU (Procuradoria Geral da União). Era tão bonito que decidi entrar para vê-lo por dentro também. Era muito amplo, pé direito bastante alto, chão de granito rosado e com uma claraboia no alto. Também tinha um elevador panorâmico de frente pro saguão. Notei que havia uma turma de crianças, dessas turmas de escola em filinha, visitando o local. Nisso lembre o que tinha ido fazer ali e saí para ir ao ponto de ônibus. Chegando lá, notei que ele era muitooo grande, ia de um canto ao outro da praça e por mais bela que a praça fosse, ele parecia bem velho, largado e perigoso. Fiquei esperando e não passou nenhum ônibus. Decidi ir andando para o porto, que ficava mais à frente, e tentar pegar a condução de lá. No porto achei estranho, pois a rua principal era bastante larga e curva, não havia distinção entre o passeio público e a parte onde os carros trafegavam, eram do mesmo nível e material, também passava a linha de trem pelo meio. Os armazéns eram grandes e estavam todos vazios e desertos, exceto um deles, que havia um grupo jogando basquete. Fiquei um tempo observando mas logo saí. Notei um grupo de turistas meio que perdidos como eu. Novamente o ônibus não passava e o porto ficava cada vez mais deserto e aparentemente perigoso. Juntei-me aos turistas e seguimos de volta à praça, mas percebi que não sabia explicar onde ela ficava. Lembrei que ela ficava assim que passava por um viaduto novo e era logo em seguida à direita, lado oposto à praia. Com essa descrição consegui voltar e ligar, não me pergunte como nem por que não tinha feito isso antes, para meus pais e então puderam vir me buscar, já que o bendito ônibus continuou sem passar. Transportezinho público mais complicado esse do meu sonho.
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22 de junho de 2020
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P!RACA
Lunáticas Poéticas
Quando você passa da arrebentação
E para naquela posição
Calmamente você sobe
Pensa, olha e fica grande
E suavemente você desce
Às vezes mais até do que parece
Repetindo isso numa paz constante
Ora de pés no chão
Ora de pensamentos na imensidão
Em meio aquela praia cheia
Você visualiza suas coisas na areia
Alguém mais poderia estar lá?
Penso em voltar
Mas para isso
Pela arrebentação
Novamente terei que passar
Só que desta vez não vou ligar
A usarei pra me impulsionar
E feliz vou sair
Para tomar aquele guaraná
Que sempre quis.
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15 de junho de 2020
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P!RACA
Lunáticas Poéticas
Vejo logo que aqui não vou parar
Caminhar por pensamentos itinerantes
Dançantes, como aquele disco de antigamente
Que fazem o olho brilhar
Nisso eu penso e vejo a saída
Grande e óbvia, bem convidativa
Mas prefiro dar a volta
Sabendo que irei chegar
Contemplo mais a ida
E sorridente sigo o cortejo bem devagar
Dizer sem saber explicar
Medo tenho de falhar
Sigo receoso com meu caminhar
Sinto que preciso me recarregar
E então conseguir conectar
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31 de maio de 2020
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P!RACA
Numa noite triste de 78
Estava em um barzinho
Na companhia de uma cerveja
Em uma mão havia o copo
Na outra um cigarro
Que flambava meu pensamento
Ao fundo tocava Álibi
Havia uma certa penumbra
Cortada apenas por luzes verdes
Que ficavam atrás das garrafas
Deixando todo estabelecimento
Reluzente de esperança
E ausente de alegria
Só eu lá, prestando atenção
Mas a luz corou
Quando a música mudou
Senti-me um ébrio
Precisava parar com isso
E realmente parei para sempre
Até que tudo acabou
Seis anos depois eu nasci.